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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS: VILA DE TARO MUDA-SE PARA A ILHA VIZINHA

Mäyjo, 09.11.15

Alterações climáticas: vila de Taro muda-se para a ilha vizinha

A pouco e pouco, milhares de pessoas deixam as suas ilhas de origem por locais mais abrigados da subida do nível médio do mar. Na semana passada, a Nova Zelândia anunciou ter aceite o pedido de refúgio de uma família do Tuvalu, grupo de nove atóis que está a ser afundado pelas alterações climáticas.

Hoje, a agência Reuters noticia que uma pequena cidade da Ilha de Taro, nas Ilhas Salomão, planeia relocalizar a sua população inteira para uma ilha vizinha. A Ilha de Taro encontra-se apenas dois metros acima do nível do mar, sendo que o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas prevê que o mar suba 90 centímetros, até ao final do século, naquele local – uma estimativa conservadora.

Assim, e depois de consultar engenheiros, cientistas e planeadores urbanos, a ilha decidiu criar uma cidade de raiz, numa ilha vizinha, mudando a sua população – entre 500 a mil pessoas – em várias fases. O terreno custou €2,2 milhões e poderá albergar cerca de 5.000 habitantes, assim que esteja completa.

Algumas das infra-estruturas essenciais, como hospitais e uma escola secundária, serão construídas nos próximos cinco anos – todos as outras construções básicas, como estradas ou edifícios do Governo, terão também prioridade. Ainda assim, a mudança só ficará completa dentro de várias décadas.

“É uma cidade criada do nada”, explicou à Reuters Philip Haines, gestor de projecto da consultora BMT WBM, contratada para este efeito. “Temos de ser competentes e construir algo que dure para várias gerações. A relocalização é a única opção disponível para garantir a segurança da comunidade e permite crescimento futuro e prosperidade”.

O ciclone Ita provocou várias cheias nas Ilhas Salomão, matando 23 pessoas e afetando 50 mil. “Acabámos de ver o quão vulnerável é Taro aos desastres naturais”, explicou o responsável político da província de Choiseul, Jackson Kiloe. Na ilha vizinha, o cenário será ligeiramente melhor, mas o fantasma das alterações climáticas, ainda que mais afastado, continuará a pairar sobre a cabeça da população.

PACÍFICO: 10 MILHÕES DE HABITANTES NA ENCRUZILHADA IRÓNICA DA ÁGUA

Mäyjo, 20.03.15

tuvalu_SAPO

Os cientistas esperam que a Ilha-Nação de Tuvalu esteja debaixo de água até ao final do século mas, por incrível que pareça, essa não é a principal preocupação dos 11.000 habitantes da ilha. Entre as ilhas do Pacífico, Tuvalu é a que está mais dependente do armazenamento da água da chuva.

O problema em si não é a falta de chuva, mas a dificuldade dos seus habitantes em recolhê-la e armazená-la, explicou o Guardian. Tal como Tuvalu, outros pequenos países e ilhas da Oceânia têm problemas idênticos – apenas um em quatro habitantes tem acesso a água potável canalizada, uma percentagem menor que a da África subsariana.

“Se este caminho persistir, milhões de habitantes de ilhas do Pacífico vão continuar a usar água insegura para beber durante várias gerações, com implicações profundas no crescimento económico, saúde pública, ambiente e direitos humanos”, explicou Peter Sinclair, coordenador de recursos aquáticos do Secretariat of the Pacific Communitt (SPC).

De acordo com o Guardian, existem fábricas de dessalinização e outras infra-estruturas de larga escala em várias destas ilhas, mas a falta de poder económico e combustível para as pôr a funcionar é comum a vários testes territórios.

Tuvalu acabou de inaugurar uma cisterna com capacidade para 288.000 litros, na ilha de Funafuti, que se junta a outra de 700.000, em Lofeagai. Estas infra-estruturas estão fechadas, para evitar a contaminação pelo sal da água e doenças como E-Coli. Em ambos os casos, elas estão ligadas a igrejas que, juntamente com as escolas, hospitais e edifícios governamentais, são usadas para armazenar água. Mas mais infra-estruturas são necessárias.

Paralelamente, estas cisternas são vistas como uma importante defesa contra as alterações climáticas, que estão a provocar épocas de chuva mais curtas e outros padrões climáticos erráticos. Uma das consequências é um risco mais alto de secas, como a de 2011, que levou Tuvalu a racionar a água.

Segundo o Guardian, esta tecnologia de armazenamento de água não é nova mas é importante e deverá ser exportada para outras ilhas. Peter Sinclair admite ainda que o sector privado, sobretudo ligado ao turismo, tem de fazer mais para ajudar a melhorar o acesso a água potável – doando tanques, bombas de água e outros equipamentos. E ajudar a financiar o desenvolvimento de novas tecnologias.

“É um desafio tremendo. No Pacífico, as soluções tecnológicas têm de ser replicáveis sem custos ou deixará as comunidades à mercê de uma solução que não é sustentável a longo prazo”, concluiu o responsável.

Foto: Stefan Lins / Creative Commons

 

Nascimento de nova ilha durante erupção vulcânica no Japão

Mäyjo, 22.11.13


Um novo ilhéu nasce a sul de Tóquio durante uma erupção vulcânica.

Aconteceu a apenas algumas centenas de metros da ilha deserta de Nishinoshima no arquipélago de Ogasawara, no Pacífico.

Envolta numa cortina de fumo nasceu uma ilha com 200 metros de diâmetro e 20 de altura. apesar de os vulcanólogos não fazerem previsões, os japoneses têm esperança que a nova ilha resista e não fique submersa - desjam que se torne terra firma para aumentar a sua área territorial.